terça-feira, 21 de julho de 2009

São Pedro do Sul fica sem luz por quase uma hora

Foto: Lauro Alves/Diáriosm.com.br

Começo de noite sem energia na Avenida Borges de Medeiros, em Santa Maria

Às 20h17, desta terça-feira, (21), caiu a energia da cidade de São Pedro do Sul. O fornecimento foi restabelecido 53 minutos depois (21h10). Parte de Santa Maria também foi afetada com a queda da energia.

Ventos fortes causaram os problemas. De acordo com o site do Diário de Santa Maria, a Central de Meteorologia da Base Aérea (BASM) registrou ventos de até 76 km/h na cidade.

Segundo Zerohora.com o vento foi mais forte em Uruguaiana e atingiu 96 km/h. O site ainda informa que 37 mil moradias ficaram sem luz no RS.

Em algumas cidades, como São José do Norte, a energia pode voltar ao normal somente na quarta-feira.

E-mail: colunabbb@gmail.com

Jovem grávida, de 22 anos, morre com suspeita de gripe A, no RS

Do Portal G1

A jovem faleceu por volta das 11 horas, da manhã desta terça, 21, depois de ser internada no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, RS.
Segundo a assessoria de imprensa do Hospital, ela chegou à unidade às 9h05, com sintomas semelhantes aos da doença.


A paciente estava no segundo trimestre de gestação. Será realizado exame para comprovar ou não se a causa da morte foi a nova gripe.

Cerimônias de colação de grau foram canceladas na UPF

26 turmas de formandos da Universidade de Passo Fundo (UPF) terão que colar grau no gabinete do diretor. A decisão de cancelar as cerimônias foi tomada pelo Conselho Universitário, da instituição, nesta terça-feira. A intenção é evitar aglomerações de pessoas e impedir o contágio do vírus da gripe A.

De 11 mortes no RS, três foram em Passo Fundo.
Fonte: portal G1

24º Festival de Inverno de Vale Vêneto é cancelado, devido à gripe A

Foto: arquivo jornal A Razão
A Universidade Federal de Santa Maria emitiu uma nota oficial em seu site, na tarde desta terça-feira, cancelando os eventos dos meses de julho e agosto. A nota emitida segue abaixo:

“A Universidade Federal de Santa Maria tomou a decisão de cancelar todos os eventos programados para julho e agosto devido à gripe A (H1N1). A medida foi tomada em reunião do reitor Clovis Silva Lima, do vice-reitor Felipe Martins Muller, e os pró-reitores da instituição.
Com isso está cancelada a realização do 24º Festival Internacional de Inverno, em Vale Vêneto, que começaria neste domingo, 26 de julho, com encerramento no dia 2 de agosto. Na manhã desta terça-feira, 21 de julho, o reitor Lima reuniu-se com a prefeita de São João do Polêsine, Denise Predebon Milanesi, quando comunicou a decisão.

Outro evento cancelado é o 27º SEURS, Seminário de Extensão Universitária da Região Sul, que aconteceria de 26 a 28 de agosto, reunindo representantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A Pró-reitoria de Extensão está propondo a transferência do seminário para o mês de outubro.

A UFSM também determinou horário especial de funcionamento de 20 de julho a 9 de agosto, através da Resolução 005/09, assinada pelo reitor na última sexta-feira, 17 de julho. O atendimento externo nesse período de recesso escolar está sendo feito das 12h30min às 17h30min.

As medidas tomadas pela UFSM buscam preservar a saúde pública e estar em sintonia com determinações médicas para prevenção e cuidados com a gripe A."

Exército recebe treinamento para atuar nas fronteiras do RS

Até sexta-feira soldados do Exército recebem orientações de agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para atuar na divisa do Rio Grande do Sul com outros países.

A medida visa informar, quem passa pela fronteira, formas de evitar o contágio de gripe A.

Conforme o jornal online, Folha de São Paulo, As tarefas desempenhadas pelos homens do Exército envolverão a distribuição de impressos e o auxílio no preenchimento de declarações.

A ação é desenvolvida no RS, onde há o maior número de mortes causadas pela nova gripe, no país. 11 óbitos confirmados.

700 pessoas mortas pela gripe A

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta terça-feira, que a gripe A já matou 700 pessoas, no mundo. No dia 10 de julho a entidade havia informado 100 mil contaminados pela doença.

Segundo uma porta-voz da OMS, estes números “não refletem a situação atual da infecção".

O Brasil confirma, até agora, 1 mil 175 casos de gripe A. 15 pessoas já morreram. Somente no Rio Grande do Sul (RS) foram 11. Em entrevistas à imprensa, o secretário de saúde do RS, Osmar Terra afirmou que mais de duas mil pessoas estão infectadas no estado. Somente os casos mais graves estão recebendo medicamento apropriado e fazendo o exame para detectar a nova gripe.

Um serralheiro, de 40 anos, de São Pedro do Sul, morreu vítima da doença, no Hospital Universitário de Santa Maria, na última quinta-feira (16).

sábado, 18 de julho de 2009

O encantador de amigos

Encantador. Com esta palavra eu defino um amigo. Eduardo Muller é o nome dele. Ou, Duda, Pequeno Dudu, Caguinha (deste ele gosta menos. Mas, são esses que mais pegam, né?), entre tantos outros apelidos que ele ganhou pelo Rio Grande a fora. Eu, por hábito, chamo de Duda. Ele é primo do meu primo. Então, quando éramos crianças nos encontrávamos nas festas de aniversário da família. Desde aí nos tornamos amigos. Na metade de 2007, o Duda fez a cirurgia do apêndice. Por complicações, que até hoje ninguém sabe ao certo como foram causadas, ele está deitado sobre uma cama, no Hospital de Caridade, em Santa Maria. Comunica-se pouco e com gestos vagos, é alimentado por sonda e respira pela traqueia.

Muitas turmas de amigos de São Pedro e região sentem falta deste companheiro. Sempre de bom humor estava disposto a contar uma de suas histórias (ou estórias) hilárias. O Duda tem um jeito único e divertido de descrever seus contos. De te fazer sorrir. O cara certo para ir a uma festa ou junção. Era só combinar o dia e a hora. Lá estava ele. Talvez não estivesse em todas, mas, o mate na praça, aos domingos, era indispensável.

Da noite para o dia, sua vida mudou. Faz dois aniversários que o Eduardo passa no hospital. Faz dois anos que esperamos incansavelmente pela sua cura. Pelo seu retorno. O esforço dos pais não permitiu que o pior acontecesse com nosso amigo. Enquanto os médicos não acreditavam na sua sobrevivência, todos ainda tinham fé e o Duda a vontade de viver.

Por mais incrível que pareça, a medicina de tecnologias avançadas, dos dias de hoje, não é capaz de esclarecer e dar uma posição concreta, para a família, do que realmente houve com o Eduardo. Um caso de justiça? Não sei dizer. Nenhum advogado, de Santa Maria e região, quis pegar o caso. Por quê?

Sei que o Duda não lerá este texto na data 20 de julho deste ano, o dia do amigo. Mas, nós os amigos acreditamos ainda e sempre vamos acreditar na tua recuperação. Amigos têm fé, crença e esperança uns pelos outros. E tenho a certeza que, cada pessoa que ler estes parágrafos lembrará deste amigo encantador e vai enviar energias positivas, de saúde, paz, e amor. Deus te abençoe, meu amigo!

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jotnal Gazeta Regional do dia 18 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

A droga das tragédias (2) – Bebida alcoólica

Bebida alcoólica não é considerada droga, como a maconha, cocaína, crack. Porém, é tão nociva, ou até mais, quanto estes entorpecentes. A bebida de álcool também vicia e pode servir de ponte para o uso de alucinógenos mais fortes. Mesmo responsáveis por milhares de mortes no trânsito, por discórdias entre famílias e agressões contra mulheres, estas bebidas são vendidas em qualquer estabelecimento e facilmente encontradas nas residências dos brasileiros.

Morrem mais de 100 pessoas por dia, no Brasil, vítimas de acidente de trânsito. O dado mais recente é do ano 2007 e registra 35 mil mortes por ano. Especialistas acreditam que o número real chegue a 50 mil, porque são contados apenas aqueles que morrem no local do acidente. A cada 100 vítimas fatais, 25 ingeriram bebidas alcoólicas. Sem contabilizar os casos em que motoristas embriagados tiraram vidas de outras pessoas.

O consumo de bebida alcoólica é maior nos finais de semana e feriados prolongados. Datas com maiores registros de mortes no trânsito. Assim como as agressões contra as mulheres. 85% dos casos elas são agredidas por homens da própria família. A maioria destes agressores (80%) estava bêbada ou drogada. Você pode comprovar este dado em qualquer delegacia do país. Este número inclui, apenas, agressões físicas.

Alcoólatras encontram dificuldades no tratamento. Uma internação deve levar no mínimo 21 dias para desintoxicação. Porém, como um viciado poderá levar uma vida longe das bebidas, depois de se tratar, se ela faz parte da cultura do brasileiro? Assim como o crack e qualquer outra droga, o usuário precisa de força de vontade e apoio da família e amigos para evitar uma recaída.

As leis Maria da Penha (protege as mulheres contra as agressões domésticas) e Seca (proíbe motoristas de dirigirem alcoolizados) não são suficientes para coibir as mortes e a violência. A bebida é vendida livremente em qualquer bar, esquina, estrada. Está dentro da maioria das casas dos brasileiros. É um costume. Às vezes, beber é moda, é bonito. Em outras ocasiões, é um refúgio dos problemas. A bebida é um hábito hereditário. Passa de pai para filho.

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 11 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

A droga das tragédias (1) – O crack

O crack é avassalador. Milhares de famílias foram destruídas por esta droga, no país. Também é responsável pelo aumento da criminalidade. Desde o começo de 2008 o crack chegou em São Pedro do Sul. Demorou a aparecer. A pressão exercida pelos órgãos de imprensa, sobre as autoridades, obriga uma busca incessante por resultados no combate ao entorpecente.

O número de apreensões do entorpecente cresceu 300% em um ano (dado do mês de junho), no Brasil. Depois que o crack é caçado e apreendido, o que é feito com as suas vítimas? São internadas e tratadas? Continuam nas ruas, a raras exceções. Na verdade não existe hospitais psiquiátricos com leitos para tantas. Nem métodos eficazes de tratamento. Este vício não tem cura e depende da força de vontade de quem quer parar de fumar. O apoio de amigos e familiares é fundamental. É a base para uma criança, adolescente ou jovem não embarcar nesta.

O crack é capaz de viciar na primeira vez que for usado. Depende muito de cada organismo. Mas, se não for de prima, o usuário estará viciado, no máximo, na terceira vez que fumar. A pedra custa R$ 5. Aparentemente é mais barata que outras drogas. Não é. Um viciado precisa fumar entre 20 e 30 pedras por dia. Se faltar dinheiro, começa a furtar os objetos de dentro de casa. Se não houver mais o que surrupiar de dentro do lar, passará a cometer crimes.

No primeiro semestre de 2008, em um programa na rádio Integração FM, no qual eu participava, o entrevistado era uma autoridade do governo e relatava que a prefeitura buscava leito para um paciente em estado avançado do vício. Há um ano o crack passou quietinho pela sociedade. Chegou à periferia e se espalhou. O tema veio à tona, com força, semanas atrás, quando a Brigada Militar apreendeu uma quantia da droga, em um bairro da cidade.

O caso do crack é como um círculo. Ela é apreendida. Alguns traficantes vão presos, outros não. Quem não vai para trás das grades continua a traficar. Este mercado é vasto e rende altos lucros financeiros. Os usuários querem mais drogas. Alguém vai fornecer até ser descoberto. Parte do alucinógeno será capturada de novo. E o círculo só cresce.

A repressão à droga e a traficantes é necessária. Contudo, enquanto não houver uma política social, de educação e distribuição de renda, a repressão armada é impotente. É como um dente dolorido. Você pode tomar analgésicos para passar a agonia, mas se não for ao dentista, ela volta e o analgésico começa a perder o efeito.

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 04 de julho de 2009