segunda-feira, 25 de maio de 2009

VRS 805 será reestruturada, não sei quando

A VRS 805, estrada que liga São Pedro do Sul a Toropi, foi cenário de duas mortes em 15 dias. Dois fatos isolados que alertam para o perigo do trânsito e das estradas. O mato cresceu na margem da rodovia e tapou placas de sinalização. A pintura central da pista está inadequada. E a solução para isto tudo, segundo o DAER, não tem data definida.

Trafegar na VRS 805 não é seguro. A pista dispõe de muitas curvas e poucas retas. Não possui acostamento e nem vai ganhar um. A faixa pontilhada(que permite ultrapassagens), pintada de amarelo no centro da pista, facilita ultrapassagens arriscadas e perigosas, como em subidas e curvas. Vegetais escondem placasjá precárias, muitas delas, alvos do vandalismo.

Solução sem prazo

De acordo com o DAER, já foi realizado um levantamento das condições das estradas dos 17 distritos operacionais do Rio Grande do Sul. O objetivo é incluir os relatórios em um programa de sinalização das rodovias estaduais. Não tem data definida para ser executado. O engenheiro do DAER, na região, Luis Carlos Corrêa Filho espera que o projeto inicie em 2010. “Em breve, até o final do ano deve ser feita a licitação”, diz Corrêa.
As estradas que receberão censertos ainda não foram definidas. “Acredito que todo estado [receberá o apoio]. Aqui mesmo na região muitas rodovias serão contempladas”, explica o engenheiro.

A pintura será reavaliada. Outro programa, também sem data definida, deve ser lançado. Luis Corrêa acredita que “até metade do ano[agosto] inicie um programa de restauração de rodovias onde serão recuperadas as pavimentações e posteriormente será feita a sinalização”. Conforme o engenheiro, não adiantaria pintar a VRS 805 agora.

Enquanto isto

Até estes programas romperem as barreiras da burocracia, o que deve acontecer dias antes das eleições de 2010, o jeito é redobrar a atenção, evitar ultrapassagens perigosas e não exceder o limite de velocidade. A imprudência dos motoristas é responsável por mais de 80% dos acidentes de trânsito.

Na área urbana

A situação das ruas é lamentável. Está cada vez mais difícil trafegar em São Pedro. As vias estão facilitando para os acidentes. E o descaso é tanto que tem gente pensando em se associar numa oficina de geometria e balanceamento. É um bom negócio, não?

Bernardo Bortolotto - *Acadêmico de jornalismo
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 23 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Acessos

Olá.
Registro aqui os municípios dos visitantes que clicaram o blog esta semana.

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sábado, 16 de maio de 2009

Milésimo de atenção

Imagem: http://4.bp.blogspot.com/
Cheio de trabalho por fazer no computador a minha frente, me escorei na cadeira e a inclinei na parede. Não sabia por onde ou nem, se, queria começar. Ainda precisava de alguns números telefônicos. Por alguns segundos, enquanto relaxava o corpo e a mente, ouvi o som dos cascos ferrados de um cavalo que passava na rua, em frente a minha janela.

O dia amanheceu nublado, com uma garoa fina e gelada. Já passava das oito horas quando o vento começou a esfriar. Saí de casa antes das sete e não estava tão frio como às nove. O dia cinza ameaçava largar uma bomba de água a qualquer momento. Eu não tinha um guarda-chuva. E as questões, complicadas, por fazer me deixavam dúvidas. Nestas horas você presta atenção em tudo, menos naquelas tarefas. Foi aí que passou aquele carroceiro.

O som dos passos leves e tranqüilos do cavalo me remeteu a uma calmaria. Em fragmentos de segundos, senti a serenidade da vida do interior, da área rural. A simplicidade daquele homem, ao guiar lentamente seu cavalo, enquanto mastigava uma fruta. De boné, nem se importou com a garoa. Mas logo, a realidade avassaladora me despertou.

O homem estaria dentro de um container de lixo na próxima esquina. Buscava algo para comer. Pelas roupas que usava, percebi o frio que sentia. O seu animal, magro, não podia mais com o próprio peso. E eu, voltei a trabalhar.

De onde você acessa?

Há alguns dias adicionei ao blog desta coluna(www.colunabbb.blogspot.com) um contador que mapeia de onde a pessoa está acessando. É o Geocounter. Ele soma o número total de acessos e quantos estão on-line no momento. Ao clicar em cima do contador você terá a listagem de onde os visitantes estão navegando, incluindo latitude e longitude. Os acessos de São Pedro do Sul ficam registrados como se fossem de Santa Maria. O blog já recebeu visitantes da Argentina, Cuibá e Goiânia, além dos são-pedrenses e santa-marienses. Confira!

Bernardo B. Bortolotto
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 16 de maio de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

Um mergulho e tanto

Imagem: http://laugusto.zip.net/images/Ddm2005.jpg

Estava mergulhando. Não havia peixes, não existiam corais, algas, pedras preciosas e nem sereias. Não sabia exatamente onde estava. Era um mergulho profundo. A água era doce. Tranquila. Não havia muito espaço para nadar, o lugar era coberto de todos os lados. Mesmo assim, eu dava minhas braçadas.


A sensação era como se você estivesse sozinho em um quarto pequeno e escuro. O escuro não dava medo. A solidão não era um problema. Para falar a verdade, eu sentia que estava sempre acompanhado. Uma companhia boa, agradável. Mas não via ninguém. Fiquei curioso. Mas eu adorava nadar ali. Até pensei que fosse um sonho.


O tempo passou e eu não acordei. Ou melhor, sempre estive acordado. Comecei a ouvir vozes estranhas. Ecoavam. Eu não conseguia entender o que me diziam. Tentei me comunicar. Mas eu estava em baixo da água e não podiam me ouvir. Bati, chutei as bordas. Não adiantou muito.
Depois de um tempo ouvi mais vozes. Fiquei assustado e resolvi fazer silêncio. Não era sempre que me falavam. Eu não era capaz de controlar estas vozes nem manter contato de acordo com a minha vontade. Revoltado, voltei a bater nas bordas de novo. Só parava quando cansava.


Eu não sentia fome, calor e nem frio. Não tinha problemas, nem deveres. Eu fazia as minhas vontades. Sempre alegre ficava brincando, me divertindo. Alguém estava ali sempre para me cuidar. Mergulhando eu não me machucava. Era um bom nadador. Mas comecei a sentir o espaço diminuir. O que aconteceu?


A água começou a turvar. Eram ondas? As vozes chegavam com mais freqüências. De onde vinham? De repente alguém pegou minha cabeça. Meu Deus, o mundo vai acabar! Desesperado, abri um berreiro.


Percebi, de repente, que nada estava acabado. Eu recem havia nascido. E o lugar que eu nadava era o ventre de uma mulher. Hoje, quando não me sinto bem, volto para aquelas águas de proteção, amor, carinho, conforto e que nada me deixa faltar. A minha mãe!

Bernardo B. Bortolotto
E-mail: colunabbb@gmail.com

sexta-feira, 1 de maio de 2009

À sua espera

Foto: http://oglobo.globo.com/blogs Nesta noite me vi sozinho. Sem a sua companhia. Sem ter com quem conversar. Depois de sete noites de encontros. Quero que volte depressa. Talvez, ela não saiba o quanto me faz bem. A brisa sopra a sua energia, pureza e magia. São os ingredientes que aguçam o meu desejo, a minha vontade de estarmos juntos todas as noites.


Noites de cumplicidade. Com ela me sinto único no universo. Fico livre de qualquer problema, das mazelas da vida. Reflito, sonho, imagino, crio, sorrio. Queria tê-la só para mim. Você pode me culpar pelo egoísmo. Talvez você também seja egoísta como eu. Mas eu sinto. Ela gosta de mim. Eu gosto dela.


Por volta das dez horas da noite do dia nove de abril ela surgiu do nada. Espiava-me pela janela do meu quarto. Percebi sua presença. Fiquei enfeitiçado. Primeiro encontro. Primeiro olhar cruzado. Um minuto de paquera e já estávamos juntos.


A brisa gélida, típica do outono, conduzia nossa harmonia. Traziam para mim a sua calmaria. As estrelas eram meras coadjuvantes da intensidade de nossa relação. Intensa, mas discreta.


Milhões de quilômetros me separam da Lua Cheia. Mas eu a sinto próxima. É a minha fonte de energia. Passo horas contemplando sua beleza. Escutando sua sabedoria. Tento desvendar os seus mistérios. Um deles eu já sei. As fases Minguante e Crescente, nada mais são, do que um piscar de olhos para mim. E pra você? Deixe ela te contar.


Mas antes, deixe ela dormir.

Bernardo Bortolotto - Acadêmico de Jornalismo
E-mail: colunabbb.blogspot.com

Texto Publicado no jornal Gazeta Regional do dia 25 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

A bagunça do trânsito

Aproveitei a folga de Páscoa para andar por algumas ruas da cidade. Notei as más condições de tráfego em algumas. Em quase todas por onde passei. De umas até poderei citar o nome, outras, não tenho ideia. Até procurei nas placas, mas elas não estavam lá. São buracos, irregularidades, desníveis e falta de sinalização.
Quem entra no município pela Avenida Walter Jobim percebe a buraqueira do asfalto. Nas duas pistas da avenida também falta sinalização nos quebra-molas. Somente dois estão pintados. Em frente do colégio Hilda Koetz. A pintura destes já está gasta e merecem reparos.
Descendo a “ponte seca”, a irregularidade dos paralelepípedos exige uma redução de marcha. A velocidade máxima permitida é de 40 quilômetros por hora. Neste trecho da XV de Novembro, até Os Correios, os amortecedores passam por um bom teste de resistência. Na Rua Fernando Ferrari, sequência da XV de Novembro, passando a sinaleira, o condutor vai encontrar desníveis. Já andou de barco em alto mar? Eu não, mas penso que a sensação é parecida.
Já presenciei, três vezes, carretas subindo na contramão em frente à Casa de Cultura, seguindo em direção ao trevo. Será que os motoristas não enxergam a placa de sinalização junto da sinaleira? Depois que vi uma carreta fazer o retorno em uma esquina, isso mesmo, interrompeu toda a largura da rua com a caçamba, não me surpreende outras atitudes. Ah! Também vi uma subindo a Rua do Largo Ivo Cordoni acima dos 20 quilômetros por hora permitidos.
Se os motoristas se permitem a isto, é porque não há controle. Falta manutenção das vias, fiscalização no trânsito, placas de sinalização de ruas, pinturas de faixas de segurança e de quebra-molas. O fluxo de veículos pesados deve ser desviado do centro. O tempo das carroças já passou. São Pedro carece urgentemente de um controle do trânsito.
Se você sabe de ruas em más condições, onde ocorrem abusos de condutores envie um e-mail para colunabbb@gmail.com. Aproveite o seu espaço! Vamos colaborar com as autoridades e comunidade.

Bernardo Bortolotto

domingo, 5 de abril de 2009

O interior grita socorro

Imagem: http://srv3.v-expressa.com.br/
Em duas semanas, duas notícias vieram do interior, na localidade de Perau e de Cerro Claro. Na passada um criador de gado teve um susto ao ver seis cabeças de bois atiradas ao chão, em Perau. Os animais estavam vendidos. Antes de o comprador chegar, ladrões carnearam e furtaram a carne. Nesta última, um agricultor, de Cerro Claro, foi roubado e agredido em sua casa. A vítima teve de ser levada ao Hospital de Caridade.


Dois fatos chocantes. São provas da violência que o interior está sofrendo. Parece não existir mais o sossego. As pessoas viverão, seja área urbana ou rural, com medo e submissas às ações da bandidagem. No primeiro caso, relatado pelo jornal Gazeta Regional, edição do dia 21, covardemente os ladrões carnearam animais que já estavam separados, presos em mangueiras e vendidos. Um deboche!


Quem roubou estes animais? Quem espancou o homem em Cerro Claro? Como a polícia chegará até estes indivíduos se não há condições de tomar conta, sequer, da área urbana? Existe a possibilidade de os bandidos serem pegos se por acaso eles residirem na região.


Mas, e os animais? A carne? O dinheiro da venda cancelada? E o pobre homem que está no hospital? Entregou tudo que tinha e ainda apanhou. E o trauma dos familiares? O que fazer? Como um desabafo e com um resto de esperança, gritamos...
Socorro!!

***CORREÇÃO:

A localidade de Perau, grifada de vermelho no texto, é, na verdade, Cerro Claro.

A localidade de Cerro Claro, grifada de laranja no texto, é, na verdade, Poço Redondo.

As informações erradas foram obtidas com a redação do jornal Gazeta Regional, na quinta-feira, 2. O texto foi enviado na sexta, 3, às 14 horas, mas não foi possível corrigi-lo a tempo.


Bernardo B. Bortolotto



Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 04 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

É sufocante e desagradável

Se você faz o trajeto São Pedro - Santa Maria(vice e versa) de ônibus já viajou em pé e amontoado em outros passageiros. As últimas viagens que fiz de lá para cá, foi em pé. Algumas pessoas ao meu lado, também em pé, reclamavam sem parar. E com toda a razão. O cobrador, com tom de voz nervoso, exclamava: “pessoal, aperta para o fundo que cabe mais gente”. O pior de tudo, é que pagamos o valor integral da passagem. Viajamos 40 quilômetros em pé e ainda precisamos dar uma apertadinha pra socar mais gente no corredor. Pode isso?

Esta semana liguei para o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens(DAER), para saber sobre a superlotação. É permitido por lei 45% de passageiros em pé do total sentados. Ou seja, em um ônibus com 42 bancos, podem ir até 19 pessoas em pé no corredor. Se passar disto, o DAER aplica multa de R$37,33 para cada passageiro a mais. Isto só ocorre se a fiscalização estiver na estrada ou se houver denúncia. O encarregado da fiscalização do DAER na região, Luis Fernando Uflacker garante o atendimento imediato em casos de denúncia.

Mas o problema, segundo Uflacker, é o horário de atendimento do órgão, que é das 8h às 11h30min e 13h às 17h30min. Porém, se houver uma denúncia, afirmando que em certa hora os transportes seguidamente carregam além do permitido, a equipe de fiscais vai até o local naquele horário.

Contei ao fiscal que certa noite, em um ônibus de estudante, estava chovendo para dentro a ponto de uma passageira abrir um guarda-chuvas. “Caracteriza falta de conservação”, diz Uflacker. Também lembra que, após uma denúncia, o DAER levou um ônibus até o corpo de bombeiros e pediu para jogarem água em cima, simulando uma chuva, para verificar se haviam goteiras.

Durante a entrevista, o fiscal insistiu quatro vezes para eu pedir aos usuários denunciarem as más condições e excesso de passageiros. “Parece que as pessoas têm medo”, reclama. A denúncia pode ser anônima e o DAER não revela o denunciante. Você pode delatar durante a viagem, com o seu celular. Existem dois números de denúncia em Santa Maria, são eles: 55 3222-7724 ou 55 3221-1876.

Não seja tímido, denuncie! Afinal, você paga passagem integral para viajar em pé e ouvir reclamação do cobrador? Isto que, nem aprofundei sobre o mau cheiro dos bancos, o barulho ensurdecedor do motor, as baratas passeando pelas paredes, o vento que passa pelas janelas fechadas e por aí vai. Para comprovar, viaje entre Santa Maria e São Pedro de ônibus, pela empresa que mais faz esta linha.
Já pensou no superfaturamento?

Bernardo B. Bortolotto

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jornal Gazeta Regionl do dia 28 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Cadê a comunicação??

Imagem: http://teacher.weblog.com.pt/arquivo/question-mark2.jpg
Nesta edição trataremos de um assunto extremamente importante à comunidade. Porém, desprezado pelo atual governo do município. Você, contribuinte, sabe onde o seu dinheiro de impostos está sendo aplicado? Se você não tem tempo de ir até a prefeitura perguntar para saber, dificilmente terá informações sobre o que acontece.


É dada ênfase e prioridade no plano de governo, da atual administração, a boa comunicação com a sociedade são-pedrense. Mas, qual foi uma das principais medidas adotadas pelo Executivo no início do mandato? Não prestar contas à comunidade nos jornais impressos. Um retrocesso. O leitor vai sentir saudade dos extratos e contratos, antes publicados.


Por falar em informações aos jornais, quem é o assessor de imprensa da prefeitura? Trabalhar ao lado dos veículos de comunicação é fundamental para dar transparência à administração pública. Um assessor de imprensa é o elo entre o governo e os meios. Eles fazem a informação chegar até a população. Talvez, para o Executivo, a desinformação seja mais interessante.


Parece que a politicagem está cegando nossos representantes. Todas as publicações legais da prefeitura são feitas em jornais de Santa Maria e custam para os cofres públicos, cerca de, cinco vezes mais do que se fossem divulgadas aqui e não atingem um terço da população do município.


Fica a pergunta: quem tem interesse em saber dos nossos gastos, os santa-marienses ou os são-pedrenses?


Bernardo B. Bortolotto - *Acadêmico de Jornalismo



Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 21 de março de 2009