sábado, 18 de julho de 2009

O encantador de amigos

Encantador. Com esta palavra eu defino um amigo. Eduardo Muller é o nome dele. Ou, Duda, Pequeno Dudu, Caguinha (deste ele gosta menos. Mas, são esses que mais pegam, né?), entre tantos outros apelidos que ele ganhou pelo Rio Grande a fora. Eu, por hábito, chamo de Duda. Ele é primo do meu primo. Então, quando éramos crianças nos encontrávamos nas festas de aniversário da família. Desde aí nos tornamos amigos. Na metade de 2007, o Duda fez a cirurgia do apêndice. Por complicações, que até hoje ninguém sabe ao certo como foram causadas, ele está deitado sobre uma cama, no Hospital de Caridade, em Santa Maria. Comunica-se pouco e com gestos vagos, é alimentado por sonda e respira pela traqueia.

Muitas turmas de amigos de São Pedro e região sentem falta deste companheiro. Sempre de bom humor estava disposto a contar uma de suas histórias (ou estórias) hilárias. O Duda tem um jeito único e divertido de descrever seus contos. De te fazer sorrir. O cara certo para ir a uma festa ou junção. Era só combinar o dia e a hora. Lá estava ele. Talvez não estivesse em todas, mas, o mate na praça, aos domingos, era indispensável.

Da noite para o dia, sua vida mudou. Faz dois aniversários que o Eduardo passa no hospital. Faz dois anos que esperamos incansavelmente pela sua cura. Pelo seu retorno. O esforço dos pais não permitiu que o pior acontecesse com nosso amigo. Enquanto os médicos não acreditavam na sua sobrevivência, todos ainda tinham fé e o Duda a vontade de viver.

Por mais incrível que pareça, a medicina de tecnologias avançadas, dos dias de hoje, não é capaz de esclarecer e dar uma posição concreta, para a família, do que realmente houve com o Eduardo. Um caso de justiça? Não sei dizer. Nenhum advogado, de Santa Maria e região, quis pegar o caso. Por quê?

Sei que o Duda não lerá este texto na data 20 de julho deste ano, o dia do amigo. Mas, nós os amigos acreditamos ainda e sempre vamos acreditar na tua recuperação. Amigos têm fé, crença e esperança uns pelos outros. E tenho a certeza que, cada pessoa que ler estes parágrafos lembrará deste amigo encantador e vai enviar energias positivas, de saúde, paz, e amor. Deus te abençoe, meu amigo!

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jotnal Gazeta Regional do dia 18 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

A droga das tragédias (2) – Bebida alcoólica

Bebida alcoólica não é considerada droga, como a maconha, cocaína, crack. Porém, é tão nociva, ou até mais, quanto estes entorpecentes. A bebida de álcool também vicia e pode servir de ponte para o uso de alucinógenos mais fortes. Mesmo responsáveis por milhares de mortes no trânsito, por discórdias entre famílias e agressões contra mulheres, estas bebidas são vendidas em qualquer estabelecimento e facilmente encontradas nas residências dos brasileiros.

Morrem mais de 100 pessoas por dia, no Brasil, vítimas de acidente de trânsito. O dado mais recente é do ano 2007 e registra 35 mil mortes por ano. Especialistas acreditam que o número real chegue a 50 mil, porque são contados apenas aqueles que morrem no local do acidente. A cada 100 vítimas fatais, 25 ingeriram bebidas alcoólicas. Sem contabilizar os casos em que motoristas embriagados tiraram vidas de outras pessoas.

O consumo de bebida alcoólica é maior nos finais de semana e feriados prolongados. Datas com maiores registros de mortes no trânsito. Assim como as agressões contra as mulheres. 85% dos casos elas são agredidas por homens da própria família. A maioria destes agressores (80%) estava bêbada ou drogada. Você pode comprovar este dado em qualquer delegacia do país. Este número inclui, apenas, agressões físicas.

Alcoólatras encontram dificuldades no tratamento. Uma internação deve levar no mínimo 21 dias para desintoxicação. Porém, como um viciado poderá levar uma vida longe das bebidas, depois de se tratar, se ela faz parte da cultura do brasileiro? Assim como o crack e qualquer outra droga, o usuário precisa de força de vontade e apoio da família e amigos para evitar uma recaída.

As leis Maria da Penha (protege as mulheres contra as agressões domésticas) e Seca (proíbe motoristas de dirigirem alcoolizados) não são suficientes para coibir as mortes e a violência. A bebida é vendida livremente em qualquer bar, esquina, estrada. Está dentro da maioria das casas dos brasileiros. É um costume. Às vezes, beber é moda, é bonito. Em outras ocasiões, é um refúgio dos problemas. A bebida é um hábito hereditário. Passa de pai para filho.

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 11 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

A droga das tragédias (1) – O crack

O crack é avassalador. Milhares de famílias foram destruídas por esta droga, no país. Também é responsável pelo aumento da criminalidade. Desde o começo de 2008 o crack chegou em São Pedro do Sul. Demorou a aparecer. A pressão exercida pelos órgãos de imprensa, sobre as autoridades, obriga uma busca incessante por resultados no combate ao entorpecente.

O número de apreensões do entorpecente cresceu 300% em um ano (dado do mês de junho), no Brasil. Depois que o crack é caçado e apreendido, o que é feito com as suas vítimas? São internadas e tratadas? Continuam nas ruas, a raras exceções. Na verdade não existe hospitais psiquiátricos com leitos para tantas. Nem métodos eficazes de tratamento. Este vício não tem cura e depende da força de vontade de quem quer parar de fumar. O apoio de amigos e familiares é fundamental. É a base para uma criança, adolescente ou jovem não embarcar nesta.

O crack é capaz de viciar na primeira vez que for usado. Depende muito de cada organismo. Mas, se não for de prima, o usuário estará viciado, no máximo, na terceira vez que fumar. A pedra custa R$ 5. Aparentemente é mais barata que outras drogas. Não é. Um viciado precisa fumar entre 20 e 30 pedras por dia. Se faltar dinheiro, começa a furtar os objetos de dentro de casa. Se não houver mais o que surrupiar de dentro do lar, passará a cometer crimes.

No primeiro semestre de 2008, em um programa na rádio Integração FM, no qual eu participava, o entrevistado era uma autoridade do governo e relatava que a prefeitura buscava leito para um paciente em estado avançado do vício. Há um ano o crack passou quietinho pela sociedade. Chegou à periferia e se espalhou. O tema veio à tona, com força, semanas atrás, quando a Brigada Militar apreendeu uma quantia da droga, em um bairro da cidade.

O caso do crack é como um círculo. Ela é apreendida. Alguns traficantes vão presos, outros não. Quem não vai para trás das grades continua a traficar. Este mercado é vasto e rende altos lucros financeiros. Os usuários querem mais drogas. Alguém vai fornecer até ser descoberto. Parte do alucinógeno será capturada de novo. E o círculo só cresce.

A repressão à droga e a traficantes é necessária. Contudo, enquanto não houver uma política social, de educação e distribuição de renda, a repressão armada é impotente. É como um dente dolorido. Você pode tomar analgésicos para passar a agonia, mas se não for ao dentista, ela volta e o analgésico começa a perder o efeito.

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 04 de julho de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

Rio Grande do Sul já tem 59 casos de influenza A (H1N1)

De acordo com o boletim de 26/6, da secretaria de saúde, o Rio Grande do Sul tem 59 casos confirmados de Influenza A (H1N1):

1 Bagé - Argentina
1 Balneário Pinhal - Contato com caso importado
1 Erechim - Argentina
2 Ijuí - Argentina
1 Lajeado - Argentina
1 Novo Hamburgo - Argentina
1 Passo Fundo - Argentina
18 Porto Alegre - Argentina, Paraguai, Europa, contato com caso importado
3 Santa Maria - Argentina, contato com caso importado
1 Santo Ângelo - Europa
28 São Gabriel - Argentina - Contatos com casos importado
1 Viamão - Argentina

Os casos suspeitos somam 95 e os descartados 37.
Fonte: Secretária de Saúde do estado do Rio Grande do Sul

Gripe A, saiba mais

O que é a gripe A?
É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2. O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da gripe A?
Em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais. Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga. A maioria dos casos registrados até agora no mundo parecem ser brandos, mas no México foram registradas várias mortes.

Gripe A pode ser tratada?
As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.
Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito. O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.

Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.
O vírus pode ser contido? Muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

O que eu devo fazer para me proteger?
Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe A devem procurar
Que medidas posso tomar para evitar a infecção? Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe A em humanos.

Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.

É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa.

Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

Se suspeitar procure ajuda médica.

Por que a OMS mudou o nome da gripe suína para gripe A H1N1?
Segundo Dick Thomson, porta-voz da instituição, o nome foi trocado porque o vírus "é cada vez mais humano e cada vez tem menos a ver com o animal". "Recebemos muitas consultas de associações de animais e produtores questionando o nome, e finalmente decidimos trocá-lo", disse Thomson.

A OMS afirmou repetidas vezes que a doença não pode ser contraída ao se comer carne de porco assada, mas o nome da gripe levou vários países a decretarem proibições a importação de carne de porco do México e dos Estados Unidos, onde a epidemia apareceu. O governo do Egito ordenou o abate de porcos por temores da gripe.

A mudança vem de encontro com o desejo do México, que rejeitava o uso da denominação "gripe mexicana" para referir-se ao vírus H1N1, ao considerar que este termo pode ser discriminatório e afetar a imagem do país .
Fonte: Último Segundo - http://www.ultimosegundo.ig.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2009

STF vota por um Brasil menos qualificado e informado

Noite de quarta-feira, 17 de junho de 2009. Jornalistas e cursos de comunicação entram em luto, no país. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalismo. Foram oito votos a favor da desregulamentação e um contra. Um ato que revelou outras vontades do STF e de seu presidente Gilmar Mendes.


Não sabemos o que vai acontecer daqui para frente. Porém, o Supremo deixou algumas dicas. Gilmar Mendes expressou em tom claro que vê importância do diploma para três categorias, entre elas, medicina e engenharia. No dia 18, quinta, Mendes admitiu que outras profissões podem vir a questionar a necessidade de um certificado. Não fique surpreso se a sua profissão também for desregulamentada. No Brasil as coisas são assim, as coisas acontecem sem o conhecimento e a opinião dos brasileiros.


Tanto STF como advogados de defesa discutiram o assunto com embasamentos vazios. A obrigatoriedade do diploma nunca impediu que pessoas sem formação acadêmica na área, como médicos, engenheiros, advogados e outros profissionais, pudessem publicar regularmente artigos.


Os magistrados e outros pensam que vão afastar os jornalistas, críticos e investigadores de atos corruptos, como o coronelismo da família Mendes no Mato Grosso, mas estão enganados. Esta decisão serve para unir forças, não somente na área do jornalismo, mas em outras profissões também, que “podem vir a questionar a necessidade de um certificado”. E, tenho certeza, que você deseja receber informação correta e ética. Por isso, seja exigente, opte sempre por jornalistas por formação, já que, a justiça brasileira é conivente com a falta de qualificação.


Mais de 80% quer expositores de fora na Femasp 2010


83% das pessoas que votaram no blog desta coluna optaram pela vinda de expositores de outras cidades para a Femasp, em 2010. 12% foram contra e 4% não estão interessados no assunto. A enquete expressa a opinião dos visitantes e não tem valor cientifico.




Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 20 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

O tempo pede mais

O Dia dos Namorados foi na sexta, mas, tenho certeza que muitos casais vão estender a comemoração da data para o final de semana. Aliás, o tempo vai colaborar com os pombinhos. Vai fazer aquele friozinho ao anoitecer e amanhecer. Perfeito para se cobrir e aproveitar o seu amor. Ótimo para levantar e tomar um café caprichado com frutas, biscoitos, pãezinhos, frios(queijo, presunto), torradas, chocolate quente, suco, sem esquecer do “bom dia” especial que você vai receber.

Estive olhando algumas dicas para o 12 de junho na internet. Muitas são para casais que estão sempre correndo contra o tempo, algumas vezes, se encontram apenas nos finais de semana. Para estes, qualquer minutinho juntos deve ser bem aproveitado. Depois de sair das cobertas e tomar um café, que tal uma caminhada ou passeio pela natureza? Na volta, não esqueça de um mimo. Um docinho, chocolate, uma rosa. Aproveite bem o tempo juntos.

Li algumas simpatias com ervas, sais, plantas, flores, velas. Não acredito muito nisto. Porém, pode dar certo porque elas despertam a “vontade” e se alguém tem aspiração e realmente quer algo, consegue, conquista. Para fortalecer a fé no amor do casal você pode fazer Orações.

Independente de você procurar simpatias, oração, presentes, surpresas, o bom é conhecer a pessoa que está ao seu lado e usar a criatividade para impressioná-la. Saiba do que seu amor gosta e procure agradar com um presente simples. Nesta época a sensibilidade está à flor da pele e gestos de carinho, expressões de sentimentos são infalíveis. Que tal começar o dia com um sorridente, carinhoso, sincero e sonoro “eu te amo”? Então, aproveite os dias frios e ensolarados e desfrute o melhor do amor!

Bernardo Bortolotto

E-mail: colunabbb@gmail.com
Texto publicado no Jornal Gazeta Regional do dia 13 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Há um ano, nós!

Um casal nunca esquece o primeiro encontro. Comemora o primeiro beijo. Sabe o dia das primeiras declarações de seu amor. As palavras estão na ponta da língua. As crianças nunca esquecem o primeiro dia de aula, amigo, presente. Eles nunca esquecem do carrinho, elas, da boneca. O homem lembra, como se fosse hoje, o primeiro gol de sua vida. Só de pensar, as mulheres até sentem a estranha(dolorosa?!) sensação das primeiras cólicas. Assim como eu(e, talvez, você também) não vou esquecer o dia 7 de junho de 2008, quando foi publicado meu primeiro texto na Gazeta Regional.

Tudo começou com a minha vontade imensa de escrever e praticar. Sabia da disposição do veículo. Enviar o primeiro texto não era o problema. O difícil seria continuar escrevendo durante todas as semanas. Se não vou escrever notícia, o que posso publicar? Comecei com comentários sobre assuntos que haviam ou seriam publicados no jornal. Às vezes sai um informativo. Logo parti às crônicas(minhas preferidas).

O maior desafio é escrever para e sobre São Pedro morando em Santa Maria. É conciliar o tempo de estudo, trabalho e projetos. Nesta hora, recorro aos e-mails, sugestões e opiniões dos leitores. Para tal, está disponível o e-mail e o blog exclusivos para este espaço. Mas o que ainda impera são os comentários, as sugestões, críticas e opiniões vistos nas ruas.

O desafio é maior neste próximo ano. As ideias devem ser renovadas. Os textos aprimorados e devemos estar preparados às novidades. O tempo está mais curto e por isso conto com a sua participação. Nossa relação é em prol do município, da discussão, do debate, do bem estar, da comunidade. Neste segundo ano, quero que você já levante aos sábados pensando em mim, com a Gazeta Regional na mão.

Bernardo B. Bortolotto
colunabbb@gmail.com
Texto publicado no jornal Gazeta Regional do dia 06 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Visitas

Olá. O blog recebeu novos visitantes. Saudamos as cidades

São Gabriel

Nilópolis

São Paulo

Florianópolis

Belo Horizonte

Ijuí

Parobé

Porto, Portugal

Loures, Portugal