sábado, 27 de março de 2010

Bem vindo a São Pedro do Sul

Você até pode achar um exagero, mas agora ninguém mais erra a entrada para São Pedro do Sul. O letreiro de concreto no trevo da cidade, finalmente, foi instalado. Para alguns ele não influencia muito, mas para quem nos visita é fundamental. Vejo como um passo para impulsionar o turismo.

O letreiro não é ponto turístico, não. É orientação aos desavisados e menos atenciosos que passam pela BR-287 e nem sequer pensam que aquela rótula pode dar acesso a um município. Até temos um barco de concreto sinalizando a entrada para São Pedro, mas com letreiro tímido que se apaga com as intempéries do tempo. E nem todos que passam no asfalto enxergam as boas vindas.

Boas vindas que ainda devem ser mais simpáticas aos visitantes de nossas madeiras petrificadas do período jurássico. Ajustando pequenos detalhes, indiferentes para alguns, como a sinalização nas ruas para distritos, localidades do interior conhecidas pelas paisagens e cultura, aos balneários, ao nosso museu, indicativos para o comércio, para a Feira do Produtor e às nossas igrejas.

Todos gostam de conhecer novos lugares. E município organizado que transmite a sensação de importância ao visitante vai sempre receber elogios e novas visitas. Se não fosse pela posição geográfica que abençoa a Quarta Colônia com paisagens cinematográficas, qual a diferença da cultura, dos produtos coloniais, dos atrativos que levam milhares de turistas aos municípios daquela região, para o que temos em São Pedro do Sul? Nós produzimos vinho, cuca, salame, queijo e tantos outros. Somos descendentes de italianos e de alemães.

São os pequenos gestos, os investimentos em comunicação que farão de São Pedro do Sul um município conhecido pelas riquezas cultural, gastronômica e geográfica. Coisas simples, como um letreiro de concreto, fazem a diferença. Um passo de um longo caminho a percorrer.

Silêncio!

Como está difícil ficar em silêncio. É quase impossível ficar um minuto seguido sem ruídos. Barulhos que vêm do trânsito, da televisão, do rádio, da construção do vizinho, da lavagem em frente de casa, do cachorro que não para de latir, na viagem de ônibus. Inúmeros acontecimentos destroem o silêncio. Enquanto lê agora, está em pleno silêncio? Se estiver, mantenha-o o máximo que puder, pois é raro. Raríssimo!

Nas grandes cidades o silêncio se tornou um produto caro. É comum ver pessoas saindo da área urbana para passar o final de semana no interior. A pessoa descansa e relaxa mais. Talvez, o único barulho seja o de uma ave ou da criação de gado. De uma galinha que acaba de por o ovo, quem sabe.

Mas são poucas pessoas que podem viajar todo final de semana e ir para um recanto de natureza. O custo é elevado para quem não tem uma propriedade no interior. E mesmo saindo todo final de semana, são inevitáveis as complicações causadas pelo barulho. O nível de estresse aumenta, as noites são mal dormidas e cada vez mais curtas e, é claro, tem o problema de audição que surge ao longo do tempo.

São Pedro do Sul, uma cidade vista como pequena e do interior, é refúgio para muitos. É uma cidade mais calma, mais silenciosa. Porém, podemos ficar em alertas, porque já são poucas as áreas onde se pode dormir em pleno silêncio. Alguns moradores podem fazer as malas e ir para suas propriedades do interior ou de algum conhecido. Por enquanto ainda vale como plano de fuga. O silêncio é raro, cada vez mais caro e, ainda mais, necessário.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Opinião do leitor

O leitor Adriano Hoch encaminhou a seguinte opnião sobre a coluna O déficit é zero, mas o saldo é negativo

"Caro Bernardo, concordo com a sua coluna o déficit é zero em praticamente todos os pontos, no entanto onde você diz que é lamentável que o RS seja visto como empresa, tenho que discordar com você, porque se o país, o estado e os municípios fossem administrados como empresas, aposto que seus serviços seriam de melhor ordem.

Portanto para tal precisamos de pessoas qualificadas para os cargos de chefias não havendo interesses pessoais e políticos envolvidos no meio, mas a preocupação de atender da melhor maneira possível os seus “clientes”. Uma empresa séria e com princípios éticos precisa para sobreviver no mundo competitivo de hoje, zerar o seu déficit, prestar serviços de qualidade e sobretudo administrar o seu bem maior que é o seu público interno, treinando-os, remunerando-os justamente e promovendo a eles condições dignas para que possam exercer suas funções".


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sábado, 13 de março de 2010

O déficit é zero, mas o saldo é negativo

Durante estes quase quatro anos de governo, a governadora do Rio Grande do Sul (RS), Yeda Crusius luta incansavelmente para alcançar o “déficit zero”. Aliás, ela alcançou e inclusive será lema de campanha, suponho. Mas, eu nunca vi um “déficit zero” gerar tantos prejuízos.

Prejuízos na educação, na segurança pública, nas estradas estaduais, na saúde e em quase todos os setores. A educação gaúcha foi avaliada como uma das piores do Brasil, “pela primeira vez na história deste estado”.

Qualquer pessoa, até mesmo um aluno do Ensino Fundamental seria capaz de prever a decaída da educação no RS quando Yeda começou a enxugar a máquina dos professores e acumular o máximo de alunos dentro de uma sala de aula. A desvalorização dos profissionais também prejudica o ensino. Até hoje os educadores correm atrás do piso salarial nacional, coisa que a governadora faz de tudo para não dar.

E os policiais? Cada vez mais a criminalidade avança com recursos avançados e a Brigada Militar (BM) e a Polícia Civil (PC) são obrigadas a combater com armas sucateadas (muitas nem funcionam), sem treinamento há anos e ainda por cima recebendo uma merreca. São verdadeiros heróis nossos servidores da BM, Corpo de Bombeiros e PC, que mesmo diante do descaso da infraestrutura lutam pela nossa segurança e salvam vidas.

Os gaúchos já balançam para o lado dos pedágios nas estradas porque está quase impossível trafegar nas rodovias. Já não bastam os impostos dos automóveis e do combustível?
Bem, este é o ano. A campanha para governador do RS já começou. E as estradas começaram a ser consertadas, recapeadas. Depois de anos de rodovias ruins, teremos consertos.

O novo Presídio Regional de Santa Maria (que já era para estar pronto a uns dois anos) vai ser concluído e construído mais um módulo. As policias estão recebendo viaturas novas (a quanto tempo guardadas esperando por 2010).

O Hospital Regional terá a ordem de serviço assinada na próxima terça-feira, 16 de março, e deve desafogar os Prontos Socorros de outros hospitais da região.

Diante disso, chego a conclusão de que todo ano deveria haver eleições. É nessa época que as coisas acontecem. E quanto ao “déficit zero”, é lamentável que o RS seja visto como uma empresa. Este número zero irá desaparecer antes mesmo de 2010 terminar e nosso prejuízo será muito maior do que qualquer valor em dinheiro.

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sábado, 6 de março de 2010

As cores do mundo

Cabelo liso, longo e escuro. Cacheado loiro da altura dos ombros. Natural ou pintado, que diferença faz? Esmalte em cor pastel, discreto, nem sempre é timidez. Esmalte de cor vermelha grita paixão e ousadia. Pele macia perfeita para dar e receber carinho. Mãos cansadas, por vezes calejadas, do trabalho ainda conseguem ser sutis.

Mulheres são sempre audaciosas, espirituosas e prontas para qualquer desafio. Vaidosas, amorosas e delicadas. Em seus cabelos algum homem já se perdeu e até hoje vive com o cheiro de seu perfume na lembrança do toque de sua pele. O filho volta para o abraço, colo e mimos que só uma mulher chamada mãe, é capaz de dar e fazer.

Atenciosas e detalhistas, mulheres ocupam os melhores cargos. Precisam fazer malabarismo para encontrar um tempo para a família. E elas sempre dão um jeito. Outras, por escolha própria, preferem a calmaria que a correria. São tão receptivas e professoras das maneiras de agradar. Fazem mágicas com um sorriso, um olhar. Fazem delícias para o estômago. São mulheres modernas.

São mulheres guerreiras que muito já sofreram e lutaram. São mulheres que ainda são discriminadas e lutam contra a violência dentro de casa. Mulheres que conquistaram o seu espaço e buscam mais. São estas batalhadoras cheias de feitiços e encantos que dão cor ao mundo. Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Quanto tempo de espera?

O que é? O que é? É necessário entrar nela, mas todo mundo evita? Essa foi fácil. Você já respondeu: a fila. Entrar em filas é um exercício de paciência. O tempo para. As pernas doem de ficar em pé. O corpo também dói de ficar sentado. É terrível. O nome “fila” já me espanta. Faço de tudo para não pegar uma. Já desisti de comprar porque iria esperar muito tempo na fila. Já atrasei pagamento por causa dessa danada. Dei meia volta no cinema por causa da indiana.

A maioria das pessoas já vai às agências bancárias, do INSS, correios e tantos outros, órgãos públicos principalmente, em horários alternativos de menor movimento. O mais triste disso acontece seguido. Vou usar como exemplo uma agência bancária que utilizei nessa semana, em Santa Maria. Cheguei ao local e retirei a senha. Pelo horário, 12h44min, havia pouca gente na fila. “Oba”, pensei. “Estou com sorte”. Que nada! Nos caixas, um, dois, três e quatro, somente de número o três tinha um atendente. Era o mesmo que uma fila enorme e os quatro atendentes trabalhando.

Aliás, esta é uma questão interessante: por que, geralmente quando se tem diversos balcões de atendimento, o número de atendentes é menor? Sempre há o desfalque? A população é obrigada a esperar um pouco mais. A compreender que o número de funcionários de um estabelecimento é reduzido. É obrigada a esperar e esperar.

Nessa minha última visita ao banco, finalmente quando chegou a minha vez, ao invés de simplesmente entregar a minha senha de atendimento, pedi um registro do horário que fui chamado. Foram 23 minutos de espera. Oito minutos além do que a lei exige. Um cartaz pequeno, colado em um canto discreto, dizia que todos ali deveriam ser atendidos em até 15 minutos. A moça do caixa me olhou com espanto.

Será que alguém cobra a lei do tempo de espera em filas? Acho pouco provável. Ninguém precisa mofar esperando, só precisa exigir um comprovante do horário de atendimento. Porque tolerância tem limite de 15 minutos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Preparados? Já!

Ainda tem gente de ressaca. Tem gente que vai emendar uma semana seguida de folia. O carnaval já passou, mas ainda dá pra enterrar os ossos. Alguns até pularão o velório dos ossos um dia antes. Mesmo assim, a folia terminou. É o último final de semana com vestígios do carnaval.

As festas de fim de ano passaram e as férias já se foram. O carnaval acaba de terminar e já parece tão distante e as aulas recomeçam logo. É hora de voltar ao trabalho, o ritmo, que não é do samba, volta a voar. Estava na hora. Os clientes precisam comprar e os comerciantes vender.

O movimento aumenta nas ruas, nos bancos, nas lojas, em muitas filas espalhadas por aí. Muitos sairão para receber, outros para gastar e alguns apenas passarão. Pessoas juntas na mesma calçada, atravessando a rua, cumprimentando-se. Carros para lá e para cá. Corre-corre para não perder o ônibus.

É a rotina do dia-a-dia. É o tempo que passa. É o que se faz, o que acontece. São as coisas que se acumulam. Aquelas mesmas coisas que se extravasam em noites de carnaval. Carnaval que já passou. Às 8h da próxima segunda (22) é dada a largada. O ano de 2010 vai começar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O período de fartura e riqueza

Este é um bom ano para pedir e ganhar. Vamos receber a visita de inúmeros candidatos a deputado, a governador. Candidato a presidente eu já não sei se receberemos algum. Talvez a região receba. Não falaremos em venda de voto, por favor. Mas veja, somente do fim de janeiro até os primeiros dois dias de fevereiro foram R$ 375 mil prometidos por parlamentares estaduais e federais.

Naturalmente que, estas verbas devam realmente vir para São Pedro do Sul. Todo candidato quer fazer uma média com seu eleitor. E temos que pedir mais. E tem que ser agora antes de iniciar a corrida pelo pleito.
Destes R$ 375 mil, R$ 100 mil vão para o estádio municipal. Nossa, estava na hora do estádio, que não é estádio, receber uma reforma. Ainda mais agora com aquele prédio atrás da goleira dos Bombeiros. Aquele espaço era ocupado por torcedores e seus carros. O restante, R$ 275 mil reais seria para a construção de um novo prédio para o Pronto Atendimento Municipal. Maravilha, não?

São fatos recentes de distribuição de dinheiro público por meio de dois deputados, que estão nas páginas da edição passada da Gazeta. Por isso, não vou dar nome aos bois, porque com certeza outros bois que eu não citei e já liberaram suas verbas ficariam magoados.

Nós eleitores façamos o nosso papel. De analisar quem se preocupou em liberar verbas todos os anos, dos últimos quatro, para o nosso município. Mais do que isso, quem realmente esteve conosco?

Parlamentares virão com recursos no ano de campanha e serão bem recebidos. Vivemos em uma nação democrática. A verba pública também será bem vinda. Nós merecemos. Porém, não podemos nos deixar enganar com o dinheiro que há muito já é nosso e fica guardado para ser usado na hora certa. A hora de pedir um voto. Abra o olho eleitor!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Trânsito: sobreviva se quiser

A imprudência no trânsito nos mostra, mais uma vez, que pode ser fatal. O acidente que, envolveu um carro e uma carreta e matou um vereador de São Vicente do Sul, na madrugada da última segunda-feira (01), na BR 287, em São Pedro do Sul, é um exemplo claro da falta de respeito e impunidade nas rodovias da região.

O motorista do carro, onde estava a vítima, realizava uma ultrapassagem em local proibido, em cima de uma ponte. São tantas as barbáries flagradas nas estradas gaúchas que poderíamos descrever inúmeros exemplos. Mas, vamos ficar com esse mais recente. O condutor é jovem e inexperiente. Ele mereceria uma punição, para além da morte de seu carona?

Os motoristas confiam de mais em seus veículos. Tanto até esquecerem que máquinas também têm seus limites. O excesso de confiança é inimigo da prudência. O pé fica mais pesado. As curvas se parecem com retas. E as placas não passam de decoração à beira da estrada. Não é necessário dizer no que isto resulta. A cada 40 minutos uma pessoa morre nas estradas pavimentadas do Brasil. Até você terminar de ler este texto, pelo menos duas pessoas já se acidentaram. Uma para cada dois minutos.

Esses números parecem afetar pouco a nossa nação. A legislação é boa, mas, a fiscalização é falha. Vemos motoristas que, não se sabe como, passaram no teste da habilitação e cometem imprudências diariamente nas ruas e rodovias. A conhecida “Lei Seca” foi muito boa em seu início. Hoje ela ainda é a que mais prende motoristas imprudentes. Contudo, a legislação, de tão boa que é, deixa enormes lacunas de escape da tal lei.

Algumas pessoas esqueceram de suas responsabilidades. São egoístas e não prezam pelo bem coletivo. A evolução e a paz nas vias e estradas necessitam de ações conjuntas. Ou seja, se você não quer ser mais uma vítima do trânsito respeite-o. Assim preservará outras pessoas e dará um bom exemplo. Se fizer o contrário, a estatística nos mostra, seu fim é previsível e pode estar bem próximo. Quantos minutos já passaram?